O que são estereotipias no autismo e como lidar com esse comportamento?
É comum que muitos autistas balancem as mãos ou o corpo sem que pareça ter um motivo aparente. Situação que pode causar estranheza para quem está em volta ou ainda ser razão de bullying na escola, esse tipo de comportamento repetitivo é chamado de estereotipia.
Mas o que leva o autista a realizar esses movimentos? Como os pais e cuidadores devem lidar com a situação? Descubra as respostas para essas questões no post que a Ampara preparou para você! Boa leitura!
Afinal, o que são estereotipias?
As estereotipias ou stims são movimentos corporais ou rituais repetitivos realizados por muitas das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Porém, cabe acrescentar que muita gente, mesmo que não tenha o transtorno, também pode ter estereotipia, como estalar os dedos ou roer unhas em uma situação de ansiedade, por exemplo.
Mas nossa ideia aqui é falar das estereotipias dos autistas, que podem ser leves ou mais intensas ou ainda ter uma alta ou baixa frequência. Isso porque cada autista é único e se comporta de uma forma diferente.
Quer saber qual comportamento é esse? Os movimentos ou rituais repetitivos podem aparecer de diversas formas, como:
- repetição de sons;
- balançar das mãos (flapping);
- mexer os dedos na frente dos olhos;
- pular;
- andar nas pontas dos pés;
- bater os pés no chão;
- balançar ou girar o corpo;
- correr de um ponto ao outro.
Por que muitos autistas têm estereotipias?
Uma dúvida das famílias é saber por que o autista tem estereotipia. Em primeiro lugar, é importante compreender que isso é uma das características do TEA e esse movimento repetitivo pode surgir para que a pessoa consiga se regular em um ambiente cercado de estímulos.
Com isso, ao balançar o corpo ou as mãos, a pessoa com TEA consegue se organizar internamente e, em muitos casos, até se acalmar. Pode servir ainda para o controle da ansiedade em uma situação de estresse. No caso dos autistas hiposensíveis, os stims podem surgir também como uma busca por estímulos.
Como os pais e cuidadores devem lidar com esses comportamentos?
Apesar de a estereotipia causar estranhamento e chamar a atenção de quem não convive com pessoas com TEA, é importante que pais e cuidadores não tentem modificar esse padrão de comportamento.
É claro que se a estereotipia se manifestar de uma forma que ela possa se agredir, como bater a cabeça na parede, ou machucar alguém próximo, é preciso intervir com as terapias adequadas.
Outro ponto que merece uma intervenção é quando esses rituais repetitivos dificultam o autista a se concentrar, como no momento de atividades escolares, ou na interação social, ao se relacionar com outras pessoas.
Vivemos em uma sociedade que ainda tem muito preconceito, mas é necessário que as pessoas com TEA ou com outras deficiências sejam aceitas como elas são. Assim, é importante que a família não sinta vergonha da estereotipia de seu filho, já que é um jeito de o autista se organizar e lidar com diferentes estímulos do ambiente.
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