Quando a gente fala em autismo, é comum a dúvida de muitas pessoas. Estamos nos referindo a um distúrbio neurológico, que pode se refletir em dificuldades de interação social, de comunicação ou ainda em comportamentos repetitivos e na capacidade de aprendizado.
Mas é importante entender que as características do autismo podem variar de acordo com cada indivíduo, por isso não é tão simples fazer o diagnóstico, que ocorre, geralmente, até os 3 anos. No entanto, alguns sinais podem ser notados ainda nos primeiros meses de vida.
Para ajudar você a conhecer melhor sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), desenvolvemos este post. Continue a leitura e saiba mais!
Por que é importante conhecer o TEA?
Em primeiro lugar, é necessário que a sociedade saiba que não estamos falando de uma doença, por isso não há cura para o autismo. O que existem são terapias que vão ajudar as crianças no espectro a viverem melhor, a contarem com um auxílio na aprendizagem e a terem mais autonomia.
Outro ponto importante é entender que o distúrbio ocorre mais em meninos do que em meninas, sendo que a necessidade de suporte de cada autista pode variar: alguns podem realizar, por conta própria, as principais atividades diárias, enquanto outros precisam de um apoio maior, visto que o TEA é dividido em graus de funcionalidade.
Para os profissionais de saúde e da educação infantil, conhecer mais sobre os autistas é essencial para contribuir para o diagnóstico precoce. Para a sociedade, são informações que vão proporcionar maior reconhecimento e respeito sobre diversidade, além de mais participação e luta por um mundo mais inclusivo.
Quais as principais características do autismo?
Aqui vamos falar dos primeiros anos de vida — fase em que ocorre o diagnóstico na maioria das vezes. Assim, nessa etapa, as principais características, que podem variar em intensidade, são crianças que:
- não atendem quando chamados pelo nome;
- ficam muito quietas ou são muito agitadas;
- podem não olhar para a mãe quando amamentadas;
- não apontam objetos;
- não têm interesse em imitar os adultos;
- são apáticas;
- podem ter dificuldade para dormir;
- podem ter seletividade alimentar;
- não balbuciam palavras quando bebês;
- não interagem com outras crianças;
- não brincam como o esperado;
- podem demorar para atingir alguns marcos de desenvolvimento, como engatinhar ou andar;
- podem apresentar comportamento repetitivo;
- não falam ou têm ecolalia (repetem os sons que escutam);
- podem ter hiposensibilidade ou hipersensibilidade a texturas, barulhos ou dor;
- não aceitam mudança de rotina.
Saiba que essas características podem vir juntas ou não e com um grau de comprometimento diferente em cada criança. Caso a família ou escola desconfie do autismo ou de outro distúrbio em seu filho, procure o médico e ajuda especializada para que seja feito o diagnóstico o quanto antes.
Como buscar informações confiáveis?
Vivemos em uma era de fake news, por isso, ao procurar informações sobre o autismo, tome cuidado com algumas publicações. O ideal é sempre confiar em portais de referência, sites e blogs de profissionais, associações e ativistas que lutam por conscientizar sobre o TEA.
A nossa ideia foi apresentar as características do autismo para que mais pessoas entendam como é o distúrbio e possam a fazer a diferença para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
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