Vamos conversar sobre o autismo em meninas?
Aposto que você já viu pessoas e grupos se referindo ao autismo com a cor azul, certo? Até o mês de conscientização do TEA é chamado de Abril Azul. E, para isso, há uma justificativa, já que o autismo em meninas tem uma prevalência bem inferior quando comparado aos meninos.
Mas por que será que isso acontece? Existe alguma diferença na manifestação dessa condição entre o grupo masculino e feminino?
Para entender melhor o assunto, acompanhe o post que preparamos para você. Boa leitura!
Qual é a prevalência do autismo em meninas?
De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão de saúde dos Estados Unidos, de cada 54 crianças, 1 é autista. As informações são da publicação de 2020 e servem como base para o Brasil, onde não há um levantamento consistente sobre o número de pessoas com TEA.
Mas, como fica a prevalência para o grupo feminino nas crianças? Os dados mostram que existe uma menina autista para quatro meninos com a condição.
Como se vê, há uma justificativa para a cor azul representar o TEA, já que a quantidade de meninas com o transtorno é bem reduzida em relação aos garotos.
Por que há mais meninos do que meninas autistas?
Embora seja creditada a genética para a incidência diferente do autismo entre os gêneros, há um aspecto que pode colaborar para essa questão: o fato de o diagnóstico das meninas ocorrer mais tardiamente, muitas vezes, na fase adulta, ou ainda de não haver o diagnóstico.
É que as pesquisas com o TEA são mais focadas nas manifestações do transtorno em meninos, dificultando a identificação nas garotas pelos profissionais de saúde. Então, em vez do TEA, podem surgir diagnósticos errôneos, como de déficit de atenção e hiperatividade.
Há, inclusive, um estudo de uma universidade norte-americana que apontou que as meninas autistas se diferem dos meninos pois costumam apresentar um comportamento menos repetitivo.
Outro ponto que a pesquisa mostrou é que existem diferenças nos cérebros entre o grupo feminino e masculino de crianças com TEA. Assim, é possível que elas consigam controlar melhor seu comportamento quando estão no convívio social.
Como as meninas com TEA tendem a lidar com essa condição?
Como mostramos, o diagnóstico nas meninas pode ser mais difícil: muitas vezes, o fato de estarem mais caladas ou isoladas é visto apenas como timidez na infância.
No entanto, as dificuldades com o TEA nas garotas podem se manifestar mais na adolescência, principalmente nos relacionamentos em sociedade. A rotina passa a ser complicada e muitas começam a disfarçar seu comportamento.
E, como muitas delas não sabem que são autistas, acabam sofrendo, ficando com baixa autoestima, ansiedade e até depressão. Assim, ao procurar ajuda médica, é o momento em que as garotas podem receber o diagnóstico de TEA e perceber que não tem nada errado com elas, o que traz ganhos para sua auto aceitação.
O autismo em meninas é um tema que precisa ganhar mais destaque, seja no setor médico, de saúde em geral e na sociedade. Com isso, haverá menos erros nos diagnósticos e essas garotas poderão realizar as terapias adequadas e ter qualidade de vida.
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Você também poderá acessar através do link na bio no Instagram da @integrar.nucleo e da @ampara.autismo.
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