O diagnóstico do autismo é clínico, feito por meio da observação do comportamento e com a participação de psicólogos, pediatras, psiquiatras da infância e da adolescência e neuropediatras
Alguns sinais como atraso na fala, dificuldade de comunicação, falta de interação social e de contato visual são características comuns do TEA (transtorno do espectro do autismo) perceptíveis já nos primeiros anos de vida.
Foi observando características semelhantes a essas que algumas mães nos relataram a descoberta que o filho tinha autismo. Perceberam que o comportamento dos filhos era diferente do das demais crianças da creche, escola ou do convívio familiar e social. Algumas não falavam, apontavam objetos e nem alimentos quando estavam com fome, por exemplo. Algumas apresentavam comportamentos repetitivos e não interagia com outras crianças.
“Fui notando coisas que eram diferentes. Ele não gostava de ir a lugar com barulho, ia a festas de aniversário e, na hora dos parabéns, tampava os ouvidos e chorava muito” – relata Andréia, que é professora, quando começou a notar que algo estava acontecendo de diferente com seu filho Gustavo de 2 anos. A professora começou a notar também que, quando contava histórias, Gustavo estava andando, olhando para a parede, não participava de nada e tinha muitas rotinas. Queria ficar só acendendo e apagando a luz, abrindo e fechando a porta, não participava de atividades e brincadeiras com as outras crianças.”
Andréia, então, procurou especialistas para tratar do filho que começou fazer vários tipos de terapia e, com pouco mais de um ano de tratamento, teve bons resultados. Hoje, com 4 anos, ele já fala frases, consegue demonstrar o que quer e brincar perto de outras crianças. “
Diagnóstico
O diagnóstico do autismo é essencialmente clínico, feito por meio da observação do comportamento e com a participação de psicólogos, pediatras, psiquiatras e neurologistas. Há algumas características importantes a serem observadas no comportamento que podem indicar o autismo:
Uma das características é o atraso significativo da fala e da capacidade de comunicação da criança, ou seja, de se fazer entender e transmitir uma mensagem com frases. Há também dificuldade de interação, o que leva a criança a se isolar, não conseguir brincar com as outras e se sentir excluída na sociedade. Outro traço são comportamento repetitivos, ritmados e obsessivos ou ritualísticos.
Bebês com risco de desenvolver autismo geralmente não apresentam modulações na voz, não olham para as mães quando estão sendo amamentados e muitos não se aconchegam nos colos das mães.
Os sintomas característicos dos transtornos do espectro do autismo estão presentes antes dos 3 anos de idade. O diagnóstico já é possível por volta dos 18 meses. Quanto mais cedo o transtorno for diagnosticado, mais chances o autista tem de desenvolver autonomia e se tornar um adulto mais independente.
Quanto mais cedo conseguir diagnosticar, menos atrasos a criança vai ter.
Tratamento
Após a confirmação do autismo, é importante fazer avaliação com uma equipe multidisciplinar que incluem profissionais como: psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, para que possam verificar o ponto que precisa ser mais trabalhado naquela criança.
É importante a família buscar informação. Não acreditar em tudo que ouve, nem em qualquer tratamento, busque fontes seguras, sites especializados e associações e entidades que possam dar essa orientação de forma segura para buscar e estude porque você é o principal apoio que seu filho vai ter durante toda a vida.
A AMPARA Associação de Pais e Amigos do Autista de Araraquara recomenda que, uma vez diagnosticado o autismo, uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção específico para cada criança já que existem diferentes graus de autismo e nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.
Os sinais de autismo que aparecem na tenra infância, até os 3 anos de idade, podem desaparecer significativamente se o tratamento for feito precocemente e se não houver nenhuma doença neurológica associada ao quadro do autismo que pode trazer incapacidade para a criança.
O autismo não tem cura, tem que ser feito o máximo possível. Terapia, escola e família, exercem um papel fundamental para o desenvolvimento da criança, para que, assim, elas tornem-se adultos mais produtivos e independentes.
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